quarta-feira, 31 de maio de 2017

nos braços de morfeu



Morfeu e Íris
Por Pierre-Narcisse Guérin, 1811


traço o descanso do corpo
na geometria da noite
e deixo correr a mente
na insustentável leveza 
em voos de animação
onde estando me ausento
numa viagem de suspensão.

chegado o dia, caem os anjos

aos pés da cama e adormecem
em acalmia.


3 comentários:

  1. Uma geometria de onde sobressaem uma "insustentável leveza do ser" - um SER - que se delicia no estar, no viver e no dar.
    Deixa os anjos descansarem, para que possam continuar a velar por este "descanso do corpo" em noites de poesia.

    Beijo de luar, querido Amigo, bom fim de semana.

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  2. É excelente deixar correr a mente até encontrar uns braços, um corpo, onde se aninhe e a tempestade desaparecerá, como que por magia.

    Beijos, Luís!

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  3. Essa imagem e poesia
    Compatibilizam-se sendo
    Um complemento estupendo
    Entre si. E mais: diria

    Ser espécie de magia
    De um poeta parecendo
    Um preclaro ou colendo
    Doutor da arte que cria

    Palavras à imagem bela
    Como retrata essa tela
    De beleza e erotismo

    Excitou-me em pensar nela:
    Na minha amante mela
    Alguma coisa, se eu cismo.

    Grande abraço. Laerte.

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