quarta-feira, 1 de novembro de 2017

viagem no sofá


Lágrima 

cálida
caída
salgada
sentida
amor
pudor
furor
raiva  
suor
ciúme
em alto cume.


Paz

quem a faz?

- tu saberás?

Regaço

abraço
cansaço
beijo
desejo
sinto-o e 
vejo-o.


O mar

olhar
parar
ver e
 reter
a cor
no sol
a pôr.




Eu

dia
harmonia 
coração
nesta canção
melodia
escrita
à mão
como um trovão
raio de luz
na escuridão.


Mão

a minha
então
carícia
oh ...!
que delícia
no rosto
quase posto
ao luar
hoje a
encantar
o teu sorriso
riso
a alegrar
o meu calar.


Poema

no teu olhar
tema
(faz-me pensar)
a gema
a cristalizar
nas asas
brancas das
casas e
voo
a planar
quase pássaro
à janela
a entrar.
...
- vem ...!
....
aqui
além
pousar
flor de mel
pincel
quadro a granel
tintas
(estou-me nas tintas)
fintas
não mintas
és verdade
nesta cidade
mas ficas 
na saudade
da tarde
tempos
curtos 
momentos
outros de ventos
fortes 
intensos e
foram 
imensos.


Melodia

quem diria?
bela
com vela
a navegar
chama
que clama
na escuridão
da tua mão
perdão…
do teu chão.


Oh minha musa

e tão confusa ...
inspiração
de pé p’ra mão.


Abrigo

doce amigo
contigo
livre 
de perigo
porto sentido
como tens sido.


A travessia

sabedoria
hoje
há quem não foge
tudo é alforge
onde carrega
toda a refrega.


Peregrinação

nessa paixão
ir ao caminho
partir
pisar carinho
passo certinho
laço
vida e espaço
lado a lado
o nosso fado.


E a flor

sob o calor
meiga de amor
beleza  
cor e odor
que vê passar
quase a rasar
dois seres a par
beijando o ar.


Ecoam sons

dentro dos tons
e tu repetes
toque a trompetes
aos meus ouvidos
sentidos
as emoções
nestes serões
a levitar
o quanto é amar.

- preso ao sofá
que bem se está!


LM_11.fev.2014

(revisto e reeditado)




3 comentários:

  1. Belas palavras na vertical
    Abraço

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  2. Preso ao sofá, mas livre como pássaro. Uma viagem "vertical" ao "eu" ao "tu" ao "nós" e à "vida".
    Que belíssimo poema, amigo Luís! Uma força inesperada e linda.

    Adorei.
    Bom fim de semana, meu amigo.

    Beijo de luar (Paula)

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  3. segui ponto a ponto este belo poema, cerzido qual filigrana da mais fina.

    gostei muito

    abraço, caro Luís

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